Empreendedorismo e inclusão: ASID Brasil participa de reportagem sobre oportunidades para pessoas com deficiência
Mais do que abrir um negócio, empreender representa autonomia, protagonismo e a possibilidade de construir trajetórias profissionais alinhadas às próprias habilidades e interesses. Porém no contexto da pessoa com deficiência, o que se oberva, muitas vezes que, empreender não é, necessariamente, um sonho inicial. “Acontece que muitas vezes, os modelos tradicionais de trabalho não conseguem acolher a complexidade dessas vivências”, considera Taynara Silva, assistente de Projetos da ASID Brasil.
Consultas, terapias, deslocamentos, jornadas múltiplas, ausência de rede de apoio, insegurança financeira.
Em muitos casos, o empreendedorismo surge como alternativa possível para garantir flexibilidade, geração de renda e permanência no cuidado.
“E talvez uma das reflexões mais importantes seja justamente essa: quando falamos sobre inclusão produtiva, também precisamos falar sobre cuidado, território, gênero e acesso real às oportunidades.” Taynara Silva, ASID Brasil.
Recentemente, a ASID Brasil participou de uma reportagem publicada pelo ND Mais sobre o cenário do empreendedorismo para pessoas com deficiência em Santa Catarina.
A matéria aborda os desafios enfrentados por esse público, mas também evidencia o crescimento de iniciativas que ampliam oportunidades e fortalecem a inclusão produtiva.
A discussão ganha força em um contexto onde muitas pessoas com deficiência ainda enfrentam barreiras para acessar o mercado formal de trabalho. Entre os principais desafios estão a falta de acessibilidade, dificuldades em processos seletivos e a insegurança financeira relacionada à perda de benefícios sociais.
A matéria traz histórias de empreendedores de sucesso. Que, diante de cenários corpoativos que criavam barreiras, conseguiram no empreendedorismo uma alterntiva de renda.
Porém, o sucesso desses empreendedores não deve ser desculpa para as empresas. Confinar pessoas com deficiência apenas ao empreendedorismo ou ao cooperativismo não é inclusão plena.
“O empreendedorismo traz mais visibilidade e dá oportunidade para que outras pessoas vejam o talento nas pessoas com deficiência, mais do que a representação social costuma demonstrar na cabeça de cada um”, fala Victor Martinez, da Vice-Presidente da ASID.
“Ao mesmo tempo, a sociedade não pode pensar que a única forma de emprego para pessoas com deficiência. Da mesma forma que queremos que, democraticamente, elas tenham a chance de empreender como as demais pessoas, essa não pode ser a única possibilidade de trabalho.” completa Victor.
“A inclusão é o caminho para a formação de uma sociedade melhor para todos. Através dela nos tornamos coletivamente melhores e mais fortes.” Victor Martinez, ASID Brasil.
A participação da ASID na reportagem do ND Mais amplia a visibilidade desse debate e reforça a importância de criar caminhos mais acessíveis para que pessoas com deficiência possam desenvolver seus talentos, empreender e participar plenamente da vida econômica do país.
Leia a matéria completa no ND Mais:
Pessoas com deficiência encontram no empreendedorismo caminho para autonomia e renda
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