{"id":4185,"date":"2019-05-07T08:00:11","date_gmt":"2019-05-07T11:00:11","guid":{"rendered":"https:\/\/mhcalculos.com.br\/noticias\/2019\/05\/07\/stj-segunda-guerra-mundial-espolios-do-conflito-no-stj\/"},"modified":"2021-07-28T14:32:52","modified_gmt":"2021-07-28T17:32:52","slug":"stj-segunda-guerra-mundial-espolios-do-conflito-no-stj","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mhcalculos.com.br\/noticias\/area\/previdenciario\/stj-segunda-guerra-mundial-espolios-do-conflito-no-stj.html","title":{"rendered":"STJ: Segunda Guerra Mundial: esp\u00f3lios do conflito no STJ"},"content":{"rendered":"<p><br \/>\n<\/p>\n<p>O impacto e a propor&ccedil;&atilde;o da Segunda Guerra Mundial (1939-1945) n&atilde;o se traduzem apenas na reorganiza&ccedil;&atilde;o geopol&iacute;tica que trouxe ao mundo novas fronteiras e novos pa&iacute;ses, no desenvolvimento de inova&ccedil;&otilde;es b&eacute;licas como a bomba at&ocirc;mica ou na cria&ccedil;&atilde;o de institui&ccedil;&otilde;es como a Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas: suas dimens&otilde;es s&atilde;o percebidas principalmente nos 70 milh&otilde;es de civis e militares que morreram no conflito, considerado o mais sangrento j&aacute; visto pela humanidade.<\/p>\n<p>Foi a segunda grande guerra que escreveu na hist&oacute;ria do mundo nomes como Hitler e Mussolini, que apresentou o terror dos campos de concentra&ccedil;&atilde;o e que criou as condi&ccedil;&otilde;es para o in&iacute;cio do per&iacute;odo da Guerra Fria. Foi a mesma guerra, todavia, que ofereceu ao mundo os escritos de Anne Frank, a jovem judia que guardou em seu di&aacute;rio os relatos sobre o esconderijo de sua fam&iacute;lia contra os nazistas na Holanda.<\/p>\n<p>O conflito deixou marcas das mais diversas nos pa&iacute;ses que dele participaram, entre os quais o Brasil. Uma leitura poss&iacute;vel desses esp&oacute;lios pode ser feita por meio dos in&uacute;meros casos que chegaram &ndash; e ainda chegam &ndash; ao Judici&aacute;rio. S&atilde;o pequenos recortes da hist&oacute;ria da guerra, relatados como justificativa ou contexto das quest&otilde;es tratadas nos processos.<\/p>\n<p>No Superior Tribunal de Justi&ccedil;a (STJ), a maioria dos processos analisados diz respeito a pens&atilde;o para ex-combatentes, mas h&aacute; outras discuss&otilde;es relevantes, como os casos de indeniza&ccedil;&atilde;o para seringueiros e para v&iacute;timas de ataque de submarino estrangeiro.<\/p>\n<p><strong>Ataque alem&atilde;o<\/strong><\/p>\n<p>O Brasil ingressou no conflito em agosto de 1942, quando declarou guerra &agrave; Alemanha nazista e &agrave; It&aacute;lia fascista. Antes, oficialmente, o pa&iacute;s mantinha posi&ccedil;&atilde;o de neutralidade, at&eacute; que embarca&ccedil;&otilde;es come&ccedil;aram a ser atacadas na costa brasileira por submarinos alem&atilde;es. Foram, ao todo, 19 barcos alvejados no litoral pelas for&ccedil;as nazistas, levando o ent&atilde;o presidente Get&uacute;lio Vargas &agrave; declara&ccedil;&atilde;o de guerra, em apoio aos pa&iacute;ses aliados (como os Estados Unidos e a Uni&atilde;o Sovi&eacute;tica).<\/p>\n<p>Ap&oacute;s a entrada do Brasil na guerra, v&aacute;rias embarca&ccedil;&otilde;es do pa&iacute;s continuaram sendo atacadas. Em 1943, no litoral de Cabo Frio (RJ), o barco pesqueiro Shangri-l&aacute; foi afundado a tiros de canh&atilde;o pelo submarino alem&atilde;o U-199. Os corpos dos pescadores nunca foram encontrados, mas a tia de uma das v&iacute;timas ingressou com a&ccedil;&atilde;o de indeniza&ccedil;&atilde;o por danos morais e materiais contra a Rep&uacute;blica Federal da Alemanha.<\/p>\n<p>Al&eacute;m de invocar os depoimentos dos prisioneiros alem&atilde;es que ocupavam o submarino e confessaram o ataque, a tia do pescador argumentou que, em 2001, o Tribunal Mar&iacute;timo concluiu que o naufr&aacute;gio do Shangri-l&aacute; foi mesmo provocado pelo submarino alem&atilde;o.<\/p>\n<p>Em primeira inst&acirc;ncia, o processo foi extinto sem julgamento do m&eacute;rito, sob o fundamento de que n&atilde;o seria poss&iacute;vel submeter um pa&iacute;s soberano &agrave; obriga&ccedil;&atilde;o de pagar indeniza&ccedil;&atilde;o por atos de guerra. O caso chegou ao STJ por meio de recurso ordin&aacute;rio e foi <strong><a href=\"https:\/\/ww2.stj.jus.br\/processo\/revista\/documento\/mediado\/?componente=ITA&amp;sequencial=810358&amp;num_registro=200800768624&amp;data=20090608&amp;formato=PDF\">julgado<\/a><\/strong> pela Quarta Turma.<\/p>\n<p>De acordo com o relator do recurso, ministro aposentado Fernando Gon&ccedil;alves, ainda que o caso discutisse ato de imp&eacute;rio de estado estrangeiro &ndash; o qual, em tese, n&atilde;o se submete &agrave; jurisdi&ccedil;&atilde;o de outro estado soberano &ndash;, o pa&iacute;s ainda tem, nessas hip&oacute;teses, a prerrogativa de renunciar &agrave; sua imunidade e submeter-se ao processo.<\/p>\n<p>&ldquo;Nesse sentido, deve haver a sua cita&ccedil;&atilde;o formal para se manifestar, provid&ecirc;ncia n&atilde;o efetivada no caso concreto, dada a exist&ecirc;ncia de senten&ccedil;a extintiva do feito sem julgamento do m&eacute;rito, mesmo antes de qualquer manifesta&ccedil;&atilde;o da pretensa r&eacute;, Rep&uacute;blica Federal da Alemanha&rdquo;, concluiu o ministro ao determinar o retorno dos autos &agrave; Justi&ccedil;a Federal para a cita&ccedil;&atilde;o do pa&iacute;s europeu.<\/p>\n<p><strong>Supremacia estatal<\/strong><\/p>\n<p>No entanto, em julgamento mais recente sobre o ataque ao barco Shangri-l&aacute; (de processo no qual a Alemanha n&atilde;o renunciou &agrave; imunidade), a Terceira Turma <strong><a href=\"https:\/\/ww2.stj.jus.br\/processo\/revista\/documento\/mediado\/?componente=ITA&amp;sequencial=1253664&amp;num_registro=201200934408&amp;data=20130822&amp;formato=PDF\">entendeu<\/a><\/strong> n&atilde;o ser poss&iacute;vel submeter o pa&iacute;s europeu &agrave; jurisdi&ccedil;&atilde;o brasileira, em virtude da supremacia estatal. Para o colegiado, o afundamento da embarca&ccedil;&atilde;o se deu no contexto excepcional da guerra, em que o Brasil se posicionou contra a Alemanha.<\/p>\n<p>&ldquo;A Rep&uacute;blica Federal da Alemanha foi comunicada do presente feito e expressamente reafirmou sua imunidade &agrave; jurisdi&ccedil;&atilde;o nacional, n&atilde;o podendo responder &agrave; presente demanda, pois, tendo praticado ato de imp&eacute;rio, numa ofensiva militar em per&iacute;odo de guerra, n&atilde;o se submete ao Poder Judici&aacute;rio nacional&rdquo;, afirmou o relator do recurso, ministro Jo&atilde;o Ot&aacute;vio de Noronha.&nbsp;<\/p>\n<p>A discuss&atilde;o sobre o alcance da imunidade de jurisdi&ccedil;&atilde;o de estado estrangeiro, nos casos de ato de imp&eacute;rio ofensivo ao direito internacional da pessoa humana, ainda est&aacute; em discuss&atilde;o no Supremo Tribunal Federal (<strong><a href=\"http:\/\/www.stf.jus.br\/portal\/jurisprudenciaRepercussao\/verAndamentoProcesso.asp?incidente=4943985&amp;numeroProcesso=954858&amp;classeProcesso=ARE&amp;numeroTema=944\">Tema 944<\/a><\/strong>).&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Tropas &agrave; guerra<\/strong><\/p>\n<p>Apesar de ter ingressado oficialmente na Segunda Guerra em 1942, o Brasil n&atilde;o contava &agrave; &eacute;poca com uma for&ccedil;a militar preparada para o combate em solo europeu. Por isso, muitos cr&iacute;ticos duvidavam da capacidade brasileira de enviar homens para o <em>front<\/em>, motivo pelo qual se dizia que era &ldquo;mais f&aacute;cil uma cobra fumar do que o Brasil entrar na guerra&rdquo;. Por essa raz&atilde;o, o s&iacute;mbolo da For&ccedil;a Expedicion&aacute;ria Brasileira (FEB), criada em 1943 para atuar no conflito, &eacute; uma cobra fumando cachimbo.<\/p>\n<p>O Brasil participou da guerra com aproximadamente 25 mil homens, que foram enviados &agrave; Europa em 1944. As tropas atuaram principalmente na It&aacute;lia, em conflitos terrestres e a&eacute;reos. Mais de 450 soldados brasileiros morreram nos combates.<\/p>\n<p>Aos ex-combatentes, a Constitui&ccedil;&atilde;o de 1988 garantiu benef&iacute;cios como pens&atilde;o especial, aproveitamento no servi&ccedil;o p&uacute;blico e aposentadoria com proventos integrais.<\/p>\n<p>O STJ foi acionado para resolver v&aacute;rias quest&otilde;es sobre o pensionamento de guerra, como em 2003, quando a Sexta Turma <strong><a href=\"https:\/\/ww2.stj.jus.br\/processo\/revista\/documento\/mediado\/?componente=ITA&amp;sequencial=408134&amp;num_registro=200001182544&amp;data=20030623&amp;formato=PDF\">firmou<\/a><\/strong> o entendimento de que o conceito de ex-combatente tamb&eacute;m compreende a pessoa que, mesmo sem se deslocar at&eacute; a Europa, tenha participado efetivamente de opera&ccedil;&otilde;es de vigil&acirc;ncia e seguran&ccedil;a do litoral brasileiro, como integrante da guarni&ccedil;&atilde;o de ilhas oce&acirc;nicas ou de unidades que se deslocaram de suas sedes para o cumprimento de miss&otilde;es.<\/p>\n<p>Em 2007, a Terceira Se&ccedil;&atilde;o <strong><a href=\"https:\/\/ww2.stj.jus.br\/processo\/revista\/documento\/mediado\/?componente=ITA&amp;sequencial=746549&amp;num_registro=200400953219&amp;data=20080201&amp;formato=PDF\">rescindiu<\/a><\/strong> ac&oacute;rd&atilde;o que havia julgado improcedente pedido de pens&atilde;o a militar brasileiro que, durante a guerra, havia participado de miss&otilde;es internas de vigil&acirc;ncia litor&acirc;nea. No julgamento, a se&ccedil;&atilde;o entendeu ser poss&iacute;vel reconhecer a condi&ccedil;&atilde;o de ex-combatente aos integrantes da marinha mercante que tenham participado de, pelo menos, duas viagens em zonas de ataques submarinos.<\/p>\n<p>&ldquo;O autor realizou mais de duas viagens em zonas de ataques submarinos, o que satisfaz os requisitos legais necess&aacute;rios para a obten&ccedil;&atilde;o da almejada pens&atilde;o especial&rdquo;, apontou a relatora da a&ccedil;&atilde;o rescis&oacute;ria, ministra Laurita Vaz.<\/p>\n<p><strong>Guerreiros da borracha<\/strong><\/p>\n<p>A Segunda Guerra tamb&eacute;m teve implica&ccedil;&otilde;es econ&ocirc;micas e sociais dentro das nossas fronteiras. Ap&oacute;s a entrada dos Estados Unidos no conflito, pa&iacute;ses asi&aacute;ticos cortaram o fornecimento de borracha aos americanos, os quais firmaram um acordo com o Brasil para manter o suprimento da mat&eacute;ria-prima e garantir a produ&ccedil;&atilde;o de sua ind&uacute;stria b&eacute;lica.<\/p>\n<p>A necessidade de cumprir o acordo levou o Brasil a iniciar uma campanha de recrutamento de pessoas, principalmente da regi&atilde;o Nordeste, para que trabalhassem na extra&ccedil;&atilde;o do l&aacute;tex na regi&atilde;o amaz&ocirc;nica.<\/p>\n<p>Formavam-se, assim, os chamados &ldquo;soldados da borracha&rdquo;: convocados &agrave; Amaz&ocirc;nia sob a promessa de bons sal&aacute;rios, benef&iacute;cios trabalhistas e por&ccedil;&otilde;es de terra, os mais de 50 mil seringueiros que mergulharam na floresta encontraram, na realidade, uma s&eacute;rie de doen&ccedil;as &ndash; como a mal&aacute;ria &ndash;, o desamparo por parte do governo e a submiss&atilde;o a regimes de trabalho an&aacute;logos &agrave; escravid&atilde;o. Ao final da guerra, mais de 35 mil soldados dos seringais haviam morrido no cora&ccedil;&atilde;o amaz&ocirc;nico.<\/p>\n<p>Apenas 45 anos ap&oacute;s o t&eacute;rmino da guerra, a Constitui&ccedil;&atilde;o de 1988 <strong><a target=\"_blank\" href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/Constituicao\/Constituicao.htm#adctart54\" rel=\"noopener\">assegurou<\/a><\/strong> aos seringueiros ou dependentes carentes pens&atilde;o mensal vital&iacute;cia de dois sal&aacute;rios m&iacute;nimos. Mais recentemente, em 2014, uma Emenda &agrave; Constitui&ccedil;&atilde;o <strong><a target=\"_blank\" href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/Constituicao\/Constituicao.htm#adctart54a\" rel=\"noopener\">fixou<\/a><\/strong> indeniza&ccedil;&atilde;o de R$ 25 mil.<\/p>\n<p>Apesar do reconhecimento tardio das indeniza&ccedil;&otilde;es pelo poder p&uacute;blico, uma s&eacute;rie de demandas judiciais continuam em tr&acirc;mite. Em 2016, a Primeira Turma <strong><a href=\"https:\/\/ww2.stj.jus.br\/processo\/revista\/documento\/mediado\/?componente=ITA&amp;sequencial=1537006&amp;num_registro=201501314741&amp;data=20160923&amp;formato=PDF\">determinou<\/a><\/strong> o retorno &agrave; primeira inst&acirc;ncia de a&ccedil;&atilde;o coletiva proposta pela Associa&ccedil;&atilde;o dos Soldados da Borracha, Seringueiros e Familiares do Estado de Rond&ocirc;nia com o objetivo de condenar solidariamente o Brasil e os Estados Unidos pela explora&ccedil;&atilde;o do trabalho em seringais na Segunda Guerra. O pedido da associa&ccedil;&atilde;o &eacute; de R$ 896 mil em danos morais e materiais por seringueiro.<\/p>\n<p>Tamb&eacute;m em 2016, a Primeira Turma <strong><a href=\"https:\/\/ww2.stj.jus.br\/processo\/revista\/documento\/mediado\/?componente=ITA&amp;sequencial=1530824&amp;num_registro=201201271047&amp;data=20170220&amp;formato=PDF\">manteve<\/a><\/strong> ac&oacute;rd&atilde;o do Tribunal Regional Federal da 1&ordf; Regi&atilde;o que garantiu a um soldado da borracha o recebimento da pens&atilde;o mensal vital&iacute;cia prevista na Constitui&ccedil;&atilde;o. No recurso especial, o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) alegava que o benef&iacute;cio n&atilde;o poderia ser pago com base apenas em prova testemunhal, especialmente depois da publica&ccedil;&atilde;o da Lei 9.711\/1998, que passou a exigir prova material do trabalho como seringueiro.<\/p>\n<p>Em voto acompanhado pela maioria do colegiado, o ministro Napole&atilde;o Nunes Maia Filho afirmou que, no caso dos autos, a justifica&ccedil;&atilde;o judicial do ex-seringueiro foi homologada ainda na vig&ecirc;ncia do artigo 3&ordm; da Lei 7.986\/1989, que permitia a comprova&ccedil;&atilde;o da presta&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os no per&iacute;odo de guerra por todos os meios de prova, inclusive testemunhal.&nbsp;<\/p>\n<p>Segundo o ministro Napole&atilde;o, a precariedade nas rela&ccedil;&otilde;es de trabalho e as condi&ccedil;&otilde;es insalubres experimentadas pelos soldados da borracha ainda s&atilde;o presentes na vida de milhares de trabalhadores das regi&otilde;es Norte e Nordeste do pa&iacute;s. Para o ministro, se atualmente a informalidade j&aacute; dificulta a garantia dos direitos previdenci&aacute;rios a essas pessoas, pior situa&ccedil;&atilde;o ocorria nos anos de guerra, quando milhares de brasileiros se lan&ccedil;aram ao trabalho de extra&ccedil;&atilde;o do l&aacute;tex.<\/p>\n<p>&ldquo;Impor a esses trabalhadores &aacute;rduos obst&aacute;culos burocr&aacute;ticos &agrave; concess&atilde;o de seu benef&iacute;cio contraria n&atilde;o s&oacute; os princ&iacute;pios constitucionais que norteiam os benef&iacute;cios previdenci&aacute;rios, como tamb&eacute;m contraria a l&oacute;gica e a realidade dos fatos e os postulados humanit&aacute;rios&rdquo;, concluiu o ministro ao manter a pens&atilde;o ao ex-seringueiro.<\/p>\n<p><strong>Base militar<\/strong><\/p>\n<p>Em janeiro de 1943, quase um ano ap&oacute;s o Brasil declarar guerra aos pa&iacute;ses do Eixo, o presidente Get&uacute;lio Vargas se reuniu em Natal com o presidente dos Estados Unidos, Franklin Roosevelt. O objetivo do encontro era a escolha de &aacute;reas litor&acirc;neas brasileiras que servissem de base para as for&ccedil;as militares dos dois pa&iacute;ses.<\/p>\n<p>Um dos locais selecionados pelos l&iacute;deres foi um terreno de mais de 5 milh&otilde;es de metros quadrados no litoral do Esp&iacute;rito Santo, na regi&atilde;o onde atualmente est&aacute; o aeroporto de Vit&oacute;ria. A &aacute;rea foi ocupada pelo governo brasileiro em 1943, mas a a&ccedil;&atilde;o de desapropria&ccedil;&atilde;o foi ajuizada somente em 1948. Naquele ano, teve in&iacute;cio uma disputa de 75 anos com os propriet&aacute;rios para a apura&ccedil;&atilde;o do valor justo a ser pago aos expropriados, at&eacute; que a controv&eacute;rsia foi <strong><a href=\"https:\/\/ww2.stj.jus.br\/processo\/revista\/documento\/mediado\/?componente=ITA&amp;sequencial=1666400&amp;num_registro=201602781806&amp;data=20180201&amp;formato=PDF\">resolvida<\/a><\/strong>, em 2017, pela Segunda Turma.<\/p>\n<p>No julgamento, o colegiado restabeleceu decis&atilde;o do extinto Tribunal Federal de Recursos (TFR), transitada em julgado em 1986, que concluiu o procedimento de liquida&ccedil;&atilde;o da senten&ccedil;a proferida em 1953 e confirmada pelo TFR em 1955. Em virtude desse quadro, a turma considerou que uma decis&atilde;o posterior do Tribunal Regional Federal da 2&ordf; Regi&atilde;o que determinou nova per&iacute;cia nos autos violou a coisa julgada ao tentar definir novamente os valores que deveriam ser pagos.<\/p>\n<p>O relator do recurso, ministro Og Fernandes, tamb&eacute;m destacou a singularidade do caso, que tramitou em v&aacute;rias inst&acirc;ncias do Judici&aacute;rio e foi regido por tr&ecirc;s Constitui&ccedil;&otilde;es e por tr&ecirc;s C&oacute;digos de Processo Civil.<\/p>\n<p>&ldquo;N&atilde;o fosse tr&aacute;gico o fato de um processo judicial de desapropria&ccedil;&atilde;o j&aacute; tramitar, sem uma resposta definitiva, por 70 anos, vale como estudo sobre a sucess&atilde;o legislativa e de &oacute;rg&atilde;os jurisdicionais no panorama do ordenamento p&aacute;trio e das institui&ccedil;&otilde;es judici&aacute;rias brasileiras&rdquo;, declarou o relator.<\/p>\n<p><strong>Persegui&ccedil;&atilde;o e tortura<\/strong><\/p>\n<p>Os registros hist&oacute;ricos narram uma s&eacute;rie de persegui&ccedil;&otilde;es a imigrantes alem&atilde;es, italianos e japoneses e a seus descendentes no Brasil durante os anos do conflito. Uma dessas pessoas &ndash; o descendente germ&acirc;nico Ant&ocirc;nio Kliemann &ndash; teria sido presa e torturada por mais de uma vez entre 1942 e 1944. Ap&oacute;s a &uacute;ltima deten&ccedil;&atilde;o, Kliemann voltou para casa transtornado, foi internado em um sanat&oacute;rio em Porto Alegre e, anos depois, cometeu suic&iacute;dio.<\/p>\n<p>Por causa desses epis&oacute;dios, o Tribunal Regional Federal da 4&ordf; Regi&atilde;o condenou solidariamente a Uni&atilde;o e o Estado de Santa Catarina ao pagamento de R$ 1 milh&atilde;o em danos morais e materiais &agrave; fam&iacute;lia. Contra a decis&atilde;o, a Uni&atilde;o argumentou que a persegui&ccedil;&atilde;o foi fundada no fato de que a v&iacute;tima era supostamente simpatizante do nazismo, em uma &eacute;poca de guerra, em que a Alemanha e o Brasil figuravam em lados diferentes.<\/p>\n<p>Para a Uni&atilde;o, tratava-se na realidade de um caso de sectarismo &eacute;tnico, no qual n&atilde;o se provou a participa&ccedil;&atilde;o do Estado.<\/p>\n<p>O relator do <strong><a href=\"https:\/\/ww2.stj.jus.br\/processo\/revista\/documento\/mediado\/?componente=ITA&amp;sequencial=674808&amp;num_registro=200501903057&amp;data=20080515&amp;formato=PDF\">recurso<\/a><\/strong> da Uni&atilde;o na Segunda Turma, ministro Humberto Martins, destacou que os autos apontaram que a v&iacute;tima foi presa e torturada por v&aacute;rias vezes sem o conhecimento da fam&iacute;lia e teve sequelas f&iacute;sicas e transtornos mentais simplesmente em raz&atilde;o de sua ascend&ecirc;ncia alem&atilde;.<\/p>\n<p>&ldquo;Ressalto que de nada ajuda a Uni&atilde;o a alega&ccedil;&atilde;o de que na &eacute;poca dos fatos estava o Brasil em guerra, pois nada, nada neste mundo pode justificar a tortura, que nos avilta a todos, que nos &eacute; depreciativa da qualidade de seres humanos, que &eacute; inimagin&aacute;vel seja em qual situa&ccedil;&atilde;o for, que &eacute; pior, muito pior, que a pr&oacute;pria pena de morte permitida em nosso Estado em tempos de guerra&rdquo;, afirmou o ministro.<\/p>\n<p> Apesar de reconhecer a imprescritibilidade da compensa&ccedil;&atilde;o dos danos morais pela tortura, a turma entendeu ter havido a prescri&ccedil;&atilde;o do direito &agrave; indeniza&ccedil;&atilde;o pelos danos materiais. A condena&ccedil;&atilde;o ficou em R$ 500 mil.<br \/>\n<br \/><i>Com informa\u00e7\u00f5es da assessoria de imprensa do STJ.<\/i><br \/>\n<br \/><a href=\"http:\/\/feedproxy.google.com\/~r\/STJNoticias\/~3\/xvfLufBRm2Q\/Segunda-Guerra-Mundial:-esp%C3%B3lios-do-conflito-no-STJ\">Fonte<\/a><br \/>\n<br \/><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O impacto e a propor&ccedil;&atilde;o da Segunda Guerra Mundial (1939-1945) n&atilde;o se traduzem apenas na reorganiza&ccedil;&atilde;o geopol&iacute;tica que trouxe ao mundo novas fronteiras e novos pa&iacute;ses, no desenvolvimento de inova&ccedil;&otilde;es b&eacute;licas como a bomba at&ocirc;mica ou na cria&ccedil;&atilde;o de institui&ccedil;&otilde;es como a Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas: suas dimens&otilde;es s&atilde;o percebidas principalmente nos 70 milh&otilde;es de 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