{"id":3529,"date":"2019-01-05T11:00:31","date_gmt":"2019-01-05T13:00:31","guid":{"rendered":"https:\/\/mhcalculos.com.br\/noticias\/2019\/01\/05\/stj-internet-medicamentos-e-temas-ineditos-marcam-julgamentos-do-stj-na-area-do-direito-privado\/"},"modified":"2021-07-28T14:33:33","modified_gmt":"2021-07-28T17:33:33","slug":"stj-internet-medicamentos-e-temas-ineditos-marcam-julgamentos-do-stj-na-area-do-direito-privado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mhcalculos.com.br\/noticias\/area\/previdenciario\/stj-internet-medicamentos-e-temas-ineditos-marcam-julgamentos-do-stj-na-area-do-direito-privado.html","title":{"rendered":"STJ: Internet, medicamentos e temas in\u00e9ditos marcam julgamentos do STJ na \u00e1rea do direito privado"},"content":{"rendered":"<p><br \/>\n<\/p>\n<div style=\"text-align: justify\">Em 2018, temas pol&ecirc;micos e in&eacute;ditos no tribunal foram julgados no campo do direito privado pelo Superior Tribunal de Justi&ccedil;a (STJ). Os ministros analisaram casos como o fornecimento de medicamentos <em>off label<\/em> por planos de sa&uacute;de privados, indeniza&ccedil;&otilde;es por ofensas na internet e o direito a passe livre no caso de transporte a&eacute;reo. Confira alguns dos destaques do ano.<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">A Terceira Turma <strong><a href=\"http:\/\/www.stj.jus.br\/sites\/STJ\/default\/pt_BR\/Comunica%C3%A7%C3%A3o\/noticias\/Not%C3%ADcias\/Indica%C3%A7%C3%A3o-de-URL-para-remo%C3%A7%C3%A3o-de-conte%C3%BAdo-na-internet-deve-ser-restrita-a-conte%C3%BAdo-julgado\">afirmou<\/a><\/strong> em fevereiro que a indica&ccedil;&atilde;o precisa da URL &eacute; uma condi&ccedil;&atilde;o para o cumprimento de ordem judicial de retirada de p&aacute;gina ofensiva na internet, mas concluiu que essa indica&ccedil;&atilde;o deve estar restrita ao que foi julgado na a&ccedil;&atilde;o que pleiteou a remo&ccedil;&atilde;o do conte&uacute;do.<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">No caso analisado, o tribunal estadual entendeu que n&atilde;o bastaria mandar retirar o conte&uacute;do j&aacute; publicado no YouTube, pois logo em seguida outros v&iacute;deos id&ecirc;nticos poderiam surgir no site. Assim, delegou ao autor da a&ccedil;&atilde;o a obriga&ccedil;&atilde;o de identificar e fornecer futuramente ao Google (propriet&aacute;rio da plataforma), mediante notifica&ccedil;&atilde;o judicial ou extrajudicial, a URL dos v&iacute;deos que considerasse ofensivos, os quais deveriam ser removidos pelo provedor.<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">Ao dar provimento ao recurso e afastar a obriga&ccedil;&atilde;o do Google de suprimir o conte&uacute;do futuro, a relatora do caso, ministra Nancy Andrighi, afirmou que n&atilde;o h&aacute; previs&atilde;o legal para que a parte vencedora em uma a&ccedil;&atilde;o dessa natureza possa informar livremente os endere&ccedil;os das p&aacute;ginas a serem retiradas do ar.<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">&ldquo;Apesar da engenhosidade da solu&ccedil;&atilde;o encontrada, n&atilde;o h&aacute; respaldo na legisla&ccedil;&atilde;o ou na jurisprud&ecirc;ncia que permitam atribuir a um particular a prerrogativa de determinar a exclus&atilde;o de conte&uacute;do&rdquo;, disse a relatora.<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\"><strong>Visitas pet<\/p>\n<p><\/strong><\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">Em julgamento finalizado em junho, a Quarta Turma <strong><a href=\"http:\/\/www.stj.jus.br\/sites\/STJ\/default\/pt_BR\/Comunica%C3%A7%C3%A3o\/noticias\/Not%C3%ADcias\/STJ-garante-direito-de-ex%E2%80%93companheiro-visitar-animal-de-estima%C3%A7%C3%A3o-ap%C3%B3s-dissolu%C3%A7%C3%A3o-da-uni%C3%A3o-est%C3%A1vel\">considerou<\/a><\/strong> ser poss&iacute;vel a regulamenta&ccedil;&atilde;o judicial de visitas a animais de estima&ccedil;&atilde;o ap&oacute;s a dissolu&ccedil;&atilde;o de uni&atilde;o est&aacute;vel. Com a in&eacute;dita decis&atilde;o no &acirc;mbito do STJ, tomada por maioria de votos, o colegiado confirmou ac&oacute;rd&atilde;o do Tribunal de Justi&ccedil;a de S&atilde;o Paulo (TJSP) que fixou regime de visitas para que o ex-companheiro pudesse conviver com uma cadela da ra&ccedil;a <em>yorkshire<\/em> adquirida durante o relacionamento, e que ficou com a mulher depois da separa&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">Apesar de enquadrar os animais na categoria de bens semoventes &ndash; suscet&iacute;veis de movimento pr&oacute;prio e pass&iacute;veis de posse e propriedade &ndash;, a turma concluiu que os bichos n&atilde;o podem ser considerados como meras &ldquo;coisas inanimadas&rdquo;, pois merecem tratamento peculiar em virtude das rela&ccedil;&otilde;es afetivas estabelecidas entre seres humanos e animais e em fun&ccedil;&atilde;o da pr&oacute;pria preserva&ccedil;&atilde;o da dignidade da pessoa humana.&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">&ldquo;Buscando atender os fins sociais, atentando para a pr&oacute;pria evolu&ccedil;&atilde;o da sociedade, independentemente do <em>nomen iuris<\/em> a ser adotado, penso que a resolu&ccedil;&atilde;o deve, realmente, depender da an&aacute;lise do caso concreto, mas ser&aacute; resguardada a ideia de que n&atilde;o se est&aacute; frente a uma &lsquo;coisa inanimada&rsquo;, mas sem lhe estender a condi&ccedil;&atilde;o de sujeito de direito. Reconhece-se, assim, um terceiro g&ecirc;nero<em>,<\/em> em que sempre dever&aacute; ser analisada a situa&ccedil;&atilde;o contida nos autos, voltado para a prote&ccedil;&atilde;o do ser humano e seu v&iacute;nculo afetivo com o animal&rdquo;, apontou o relator do recurso especial, ministro Luis Felipe Salom&atilde;o.<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\"><strong>Altera&ccedil;&atilde;o de nome<\/p>\n<p><\/strong><\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">No mesmo m&ecirc;s, a Terceira Turma <strong><a href=\"http:\/\/www.stj.jus.br\/sites\/STJ\/default\/pt_BR\/Comunica%C3%A7%C3%A3o\/noticias\/Not%C3%ADcias\/Mero-desejo-pessoal-n%C3%A3o-justifica-altera%C3%A7%C3%A3o-do-prenome\">negou<\/a><\/strong>, por unanimidade, recurso em que uma mulher pedia a retifica&ccedil;&atilde;o de registro civil para alterar o prenome, de Tatiane para Tatiana.<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">De acordo com o colegiado, faltou fundamento razo&aacute;vel para afastar o princ&iacute;pio da imutabilidade do prenome e tornar poss&iacute;vel a altera&ccedil;&atilde;o do registro assentado na certid&atilde;o de nascimento.<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">Para o relator do recurso especial, ministro Marco Aur&eacute;lio Bellizze, a regra no ordenamento jur&iacute;dico &eacute; a imutabilidade do prenome, elemento que designa o indiv&iacute;duo e o identifica perante a sociedade. Todavia, explicou, a modifica&ccedil;&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel nas hip&oacute;teses previstas em lei e em determinados casos admitidos pela jurisprud&ecirc;ncia.<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">O relator destacou que, no caso em an&aacute;lise, n&atilde;o foi poss&iacute;vel verificar nenhuma circunst&acirc;ncia que justificasse a altera&ccedil;&atilde;o pretendida, pois n&atilde;o h&aacute; erro de grafia do nome e &ldquo;tampouco &eacute; poss&iacute;vel reconhecer que o mesmo cause qualquer tipo de constrangimento &agrave; autora perante a sociedade&rdquo;.<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">Segundo Bellizze, &ldquo;o mero desejo pessoal do indiv&iacute;duo, por si s&oacute;, isto &eacute;, sem qualquer peculiaridade, n&atilde;o justifica o afastamento do princ&iacute;pio da imutabilidade do prenome&rdquo;.<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\"><strong>Vingan&ccedil;a<\/p>\n<p><\/strong><\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">&ldquo;A &acute;exposi&ccedil;&atilde;o pornogr&aacute;fica n&atilde;o consentida&acute;, da qual a &acute;pornografia de vingan&ccedil;a&acute; &eacute; uma esp&eacute;cie, constitui uma grave les&atilde;o aos direitos de personalidade da pessoa exposta indevidamente, al&eacute;m de configurar uma grave forma de viol&ecirc;ncia de g&ecirc;nero que deve ser combatida de forma contundente pelos meios jur&iacute;dicos dispon&iacute;veis.&rdquo;<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">A declara&ccedil;&atilde;o foi feita em mar&ccedil;o pela ministra Nancy Andrighi, em <strong><a href=\"http:\/\/www.stj.jus.br\/sites\/STJ\/default\/pt_BR\/Comunica%C3%A7%C3%A3o\/noticias\/Not%C3%ADcias\/Exposi%C3%A7%C3%A3o-pornogr%C3%A1fica-n%C3%A3o-consentida-%C3%A9-grave-forma-de-viol%C3%AAncia-de-g%C3%AAnero,-diz-Nancy-Andrighi\">julgamento<\/a><\/strong> de recurso especial interposto pela Google Brasil. O caso envolveu a divulga&ccedil;&atilde;o na internet de conte&uacute;do &iacute;ntimo de car&aacute;ter sexual obtido ap&oacute;s o furto do cart&atilde;o de mem&oacute;ria do celular de uma adolescente.<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">No julgamento, a Terceira Turma do STJ confirmou a jurisprud&ecirc;ncia do tribunal que entende que os provedores de busca na internet n&atilde;o podem ser obrigados a executar monitoramento pr&eacute;vio das informa&ccedil;&otilde;es que constam dos resultados das pesquisas. Contudo, esses provedores podem ser obrigados a excluir dos resultados das buscas os conte&uacute;dos expressamente indicados pelos localizadores &uacute;nicos (URLs) quando as circunst&acirc;ncias assim exigirem.<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">Essa &eacute; uma forma de viol&ecirc;ncia que, segundo a ministra, reveste-se de contornos ainda mais dram&aacute;ticos, em fun&ccedil;&atilde;o tanto da velocidade de dissemina&ccedil;&atilde;o da informa&ccedil;&atilde;o quanto da dificuldade para se excluir totalmente esse tipo de conte&uacute;do da internet.<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">&ldquo;N&atilde;o s&atilde;o raras as ocorr&ecirc;ncias de suic&iacute;dio ou de depress&atilde;o severa em mulheres jovens e adultas, no Brasil e no mundo, ap&oacute;s serem v&iacute;timas dessa pr&aacute;tica violenta&rdquo;, disse a ministra ao defender que &eacute; preciso aprimorar a defini&ccedil;&atilde;o desse tipo de viol&ecirc;ncia para tornar as situa&ccedil;&otilde;es de julgamento mais claras.<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\"><strong>Medicamentos<\/p>\n<p><\/strong><\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">A Quarta Turma do STJ julgou em mar&ccedil;o <strong><a href=\"http:\/\/www.stj.jus.br\/sites\/STJ\/default\/pt_BR\/Comunica%C3%A7%C3%A3o\/noticias\/Not%C3%ADcias\/Plano-n%C3%A3o-ter%C3%A1-de-pagar-indeniza%C3%A7%C3%A3o-por-n%C3%A3o-fornecer-medicamento-que-s%C3%B3-foi-registrado-ap%C3%B3s-morte-de-paciente\">improcedente<\/a><\/strong> o pedido de indeniza&ccedil;&atilde;o em favor do esp&oacute;lio de uma benefici&aacute;ria do plano de sa&uacute;de da Caixa de Assist&ecirc;ncia dos Funcion&aacute;rios do Banco do Brasil (Cassi) que faleceu enquanto tentava obter medicamento para tratamento de c&acirc;ncer, em est&aacute;gio avan&ccedil;ado. Seu m&eacute;dico indicou o medicamento regorafenibe, por&eacute;m a Cassi negou-se a fornec&ecirc;-lo sob a alega&ccedil;&atilde;o de que n&atilde;o tinha cobertura contratual, al&eacute;m de n&atilde;o possuir o registro na Anvisa.<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">No STJ, a maioria da Quarta Turma acompanhou o voto da ministra Isabel Gallotti, que seguiu entendimento jurisprudencial pac&iacute;fico da Segunda Se&ccedil;&atilde;o, segundo o qual &ldquo;n&atilde;o h&aacute; ilegalidade na exclus&atilde;o de cobertura de medicamentos n&atilde;o registrados no &oacute;rg&atilde;o governamental brasileiro competente, o que, al&eacute;m de implicar risco &agrave; sa&uacute;de, comprometeria o equil&iacute;brio econ&ocirc;mico do plano de sa&uacute;de&rdquo;.<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\"><strong><em>Off label<\/p>\n<p><\/em><\/strong><\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">A Quarta Turma <strong><a href=\"http:\/\/www.stj.jus.br\/sites\/STJ\/default\/pt_BR\/Comunica%C3%A7%C3%A3o\/noticias\/Not%C3%ADcias\/Quarta-Turma-decide-que-planos-t%C3%AAm-de-cobrir-uso-off-label-de-medicamentos-com-registro-na-Anvisa\">decidiu<\/a><\/strong> em maio que os planos de sa&uacute;de devem pagar pelo uso <em>off label<\/em> de medicamento registrado na Anvisa. A decis&atilde;o unifica o entendimento do tribunal sobre a quest&atilde;o, pois a Terceira Turma, que tamb&eacute;m analisa processos de direito privado, j&aacute; havia se <strong><a href=\"http:\/\/www.stj.jus.br\/sites\/STJ\/default\/pt_BR\/Comunica%C3%A7%C3%A3o\/noticias\/Not%C3%ADcias\/Plano-de-sa%C3%BAde-n%C3%A3o-pode-recusar-tratamento-com-base-em-uso-off-label-de-medicamento\">manifestado<\/a><\/strong> no mesmo sentido, de que a falta de indica&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica na bula n&atilde;o &eacute; motivo para a negativa de cobertura do tratamento.<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">Segundo o relator do caso, ministro Luis Felipe Salom&atilde;o, o <em>off label <\/em>corresponde ao uso &ldquo;essencialmente correto de medica&ccedil;&atilde;o aprovada em ensaios cl&iacute;nicos e produzida sob controle estatal, apenas ainda n&atilde;o aprovado para determinada terap&ecirc;utica&rdquo;.<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">O ministro explicou que, embora o uso de medica&ccedil;&atilde;o fora das hip&oacute;teses da bula deva ter respaldo em evid&ecirc;ncias cient&iacute;ficas (cl&iacute;nicas), ele seria corriqueiro &ldquo;e, sob pena de se tolher a utiliza&ccedil;&atilde;o, para uma infinidade de tratamentos, de medicamentos eficazes para a terap&ecirc;utica, n&atilde;o cabe, a meu ju&iacute;zo, ser genericamente vedada sua utiliza&ccedil;&atilde;o&rdquo;.<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">Em seu voto, Salom&atilde;o disse que tal forma de tratamento &eacute; respaldada pelo Conselho Nacional de Justi&ccedil;a (CNJ). Citou o Enunciado 31 da <em>I Jornada de Direito da Sa&uacute;de<\/em>, que recomenda ao juiz, nesses casos, a obten&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es do N&uacute;cleo de Apoio T&eacute;cnico ou C&acirc;mara T&eacute;cnica e, na sua aus&ecirc;ncia, de outros servi&ccedil;os de atendimento especializado, tais como institui&ccedil;&otilde;es universit&aacute;rias e associa&ccedil;&otilde;es profissionais.<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\"><strong>Passe Livre<\/p>\n<p><\/strong><\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">O benef&iacute;cio do passe livre no transporte interestadual, estabelecido pela <strong><a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/Leis\/L8899.htm\">Lei 8.899\/1994<\/a><\/strong> &agrave;s pessoas com defici&ecirc;ncia, n&atilde;o &eacute; extens&iacute;vel ao transporte a&eacute;reo. Ao analisar um recurso sobre o assunto em novembro, a Quarta Turma disse que <strong><a href=\"http:\/\/www.stj.jus.br\/sites\/STJ\/default\/pt_BR\/Comunica%C3%A7%C3%A3o\/noticias\/Not%C3%ADcias\/Passe-livre-para-pessoas-com-defici%C3%AAncia-n%C3%A3o-%C3%A9-extens%C3%ADvel-ao-transporte-a%C3%A9reo\">n&atilde;o<\/a><\/strong> &eacute; poss&iacute;vel sanar por meio de decis&atilde;o judicial a falta de previs&atilde;o normativa desse benef&iacute;cio, pois isso implicaria ativismo judicial incompat&iacute;vel com a atribui&ccedil;&atilde;o do tribunal.<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">O relator do recurso no STJ, ministro Marco Buzzi, disse em seu voto que a origem do lit&iacute;gio remonta &agrave; edi&ccedil;&atilde;o da Lei 8.899\/1994, a qual estabeleceu apenas que seria garantido passe livre &agrave;s pessoas com defici&ecirc;ncia no transporte coletivo interestadual, desde que demonstrada a hipossufici&ecirc;ncia.<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">Segundo ele, &ldquo;n&atilde;o compete ao Poder Judici&aacute;rio, a pretexto da defesa de direitos fundamentais que dependem de detida regulamenta&ccedil;&atilde;o, legislar positivamente, ampliando benef&iacute;cios a determinado grupo sem previs&atilde;o expressa do m&eacute;todo de custeio, onerando indiretamente os usu&aacute;rios pagantes at&eacute; o ente federativo competente assumir o encargo, m&aacute;xime em se tratando do transporte a&eacute;reo, permeado de peculiaridades a exigir uma abordagem mais espec&iacute;fica da gratuidade&rdquo;.<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\"><strong>Divulga&ccedil;&atilde;o de senten&ccedil;a<\/p>\n<p><\/strong><\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">Com base nas novas disposi&ccedil;&otilde;es do C&oacute;digo de Processo Civil de 2015 e na busca pelo alcance do maior n&uacute;mero de benefici&aacute;rios, a Terceira Turma <strong><a href=\"http:\/\/www.stj.jus.br\/sites\/STJ\/default\/pt_BR\/Comunica%C3%A7%C3%A3o\/noticias\/Not%C3%ADcias\/Terceira-Turma-reconhece-cobran%C3%A7a-ilegal-de-tarifas-como-interesse-individual-homog%C3%AAneo-e-manda-divulgar-senten%C3%A7a-coletiva-na-internet\">reconheceu<\/a><\/strong> em setembro a possibilidade do ajuizamento de a&ccedil;&atilde;o coletiva de consumo e determinou que uma senten&ccedil;a coletiva que condenou um supermercado de Mato Grosso a se abster de cobrar tarifa de administra&ccedil;&atilde;o de cr&eacute;dito seja publicada na imprensa oficial e no site da pr&oacute;pria empresa na internet.<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">Em an&aacute;lise de recurso especial do Banco IBI, a ministra Nancy Andrighi destacou que o terceiro estranho ao processo tamb&eacute;m pode ter legitimidade para recorrer de determinada decis&atilde;o proferida em a&ccedil;&atilde;o na qual n&atilde;o &eacute; parte, desde que tenha interesse jur&iacute;dico no lit&iacute;gio.<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\"><strong>Ambiental<\/p>\n<p><\/strong><\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">Em dezembro, a Segunda Se&ccedil;&atilde;o fixou, em recurso repetitivo (<strong><a href=\"http:\/\/www.stj.jus.br\/repetitivos\/temas_repetitivos\/pesquisa.jsp?&amp;l=10&amp;i=1&amp;tt=T\">Tema 923<\/a><\/strong>), a tese de que dever&atilde;o ficar suspensas as a&ccedil;&otilde;es individuais de dano moral pela suposta exposi&ccedil;&atilde;o &agrave; contamina&ccedil;&atilde;o ambiental &ndash; decorrente da explora&ccedil;&atilde;o de jazida de chumbo no munic&iacute;pio de Adrian&oacute;polis (PR) &ndash; at&eacute; o tr&acirc;nsito em julgado das a&ccedil;&otilde;es civis p&uacute;blicas em tramita&ccedil;&atilde;o na Vara Federal Ambiental, Agr&aacute;ria e Residual de Curitiba.<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">Para o relator, ministro Luis Felipe Salom&atilde;o, com a tramita&ccedil;&atilde;o do processo coletivo, o ju&iacute;zo do feito individual ter&aacute; mais subs&iacute;dios f&aacute;ticos e t&eacute;cnicos para proferir uma senten&ccedil;a de maior qualidade e adequada ao poss&iacute;vel dano moral, hip&oacute;tese que melhor atende ao princ&iacute;pio da efetividade do processo. Al&eacute;m disso, h&aacute; &ldquo;maior calculabilidade dos gastos reparat&oacute;rios imediatos, assim como a mitiga&ccedil;&atilde;o dos custos com demandas atomizadas, de modo a, em muitos casos, se compatibilizar ao n&iacute;vel econ&ocirc;mico-financeiro do respons&aacute;vel por danos de vulto&rdquo;.&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\"><strong>Pris&atilde;o civil<\/p>\n<p><\/strong><\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">A pris&atilde;o civil por d&eacute;bito alimentar &eacute; justific&aacute;vel apenas quando cumpridos alguns requisitos, como nas hip&oacute;teses em que for indispens&aacute;vel &agrave; consecu&ccedil;&atilde;o do pagamento da d&iacute;vida; para garantir, pela coa&ccedil;&atilde;o extrema, a sobrevida do alimentando; e quando a pris&atilde;o representar a medida de maior efetividade com a m&iacute;nima restri&ccedil;&atilde;o aos direitos do devedor. A aus&ecirc;ncia desses requisitos retira o car&aacute;ter de urg&ecirc;ncia da pris&atilde;o civil, que possui natureza excepcional.<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">O <strong><a href=\"http:\/\/www.stj.jus.br\/sites\/STJ\/default\/pt_BR\/Comunica%C3%A7%C3%A3o\/noticias\/Not%C3%ADcias\/Pris%C3%A3o-por-d%C3%ADvida-alimentar-exige-demonstra%C3%A7%C3%A3o-da-urg%C3%AAncia-na-presta%C3%A7%C3%A3o-dos-alimentos\">entendimento<\/a><\/strong> foi invocado em agosto pela Terceira Turma ao determinar o recolhimento de mandado de pris&atilde;o contra homem que, apesar de inicialmente n&atilde;o ter quitado as d&iacute;vidas alimentares, teve a totalidade do patrim&ocirc;nio atingido por penhoras determinadas judicialmente, inclusive sobre im&oacute;vel que lhe serve de moradia.<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">Ao conceder o habeas corpus, o colegiado tamb&eacute;m considerou que o alimentando j&aacute; atingiu a maioridade, faz faculdade e exerce atividade remunerada. A situa&ccedil;&atilde;o do jovem motivou senten&ccedil;a que reduziu em 60% a pens&atilde;o aliment&iacute;cia devida a ele.<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">De acordo com o relator do caso, ministro Marco Aur&eacute;lio Bellizze, ainda que mantida a natureza alimentar do cr&eacute;dito em aberto, em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s presta&ccedil;&otilde;es vencidas n&atilde;o existe mais o car&aacute;ter de urg&ecirc;ncia que integra o chamado &ldquo;risco alimentar&rdquo;, elemento indissoci&aacute;vel da pris&atilde;o civil.<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\"><strong>Ass&eacute;dio<\/p>\n<p><\/strong><\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">Em maio, a Terceira Turma deu <strong><a href=\"http:\/\/www.stj.jus.br\/sites\/STJ\/default\/pt_BR\/Comunica%C3%A7%C3%A3o\/noticias\/Not%C3%ADcias\/V%C3%ADtima-de-ass%C3%A9dio-sexual-em-trem-urbano-ser%C3%A1-indenizada-em-R$-20-mil-pela-transportadora\">provimento<\/a><\/strong> ao recurso de uma mulher assediada sexualmente dentro de um trem na cidade de S&atilde;o Paulo e condenou a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) a pagar indeniza&ccedil;&atilde;o de R$ 20 mil por danos morais.<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">A mulher sofreu ass&eacute;dio em um vag&atilde;o de trem na esta&ccedil;&atilde;o de Guaianazes, quando retornava do trabalho para casa. A primeira e a segunda inst&acirc;ncia julgaram improcedente o pedido de indeniza&ccedil;&atilde;o formulado contra a CPTM, por entenderem que a agress&atilde;o praticada por terceiros &eacute; fato fortuito que afasta a responsabilidade objetiva da empresa, inexistindo a obriga&ccedil;&atilde;o de reparar o dano.<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">Para a relatora, ministra Nancy Andrighi, tal situa&ccedil;&atilde;o merece um olhar atento do Poder Judici&aacute;rio. &ldquo;O momento &eacute; de reflex&atilde;o, pois n&atilde;o se pode deixar de ouvir o grito por socorro das mulheres, v&iacute;timas costumeiras dessa pr&aacute;tica odiosa, que poder&aacute; no futuro ser compartilhado pelos homens, tamb&eacute;m objetos potenciais da pr&aacute;tica de ass&eacute;dio&rdquo;, argumentou a ministra, ao afirmar que a responsabilidade objetiva da empresa n&atilde;o pode ser afastada em tais circunst&acirc;ncias.<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\"><strong>Planos Privados<\/p>\n<p><\/strong><\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">Em novembro, a Segunda Se&ccedil;&atilde;o do Superior Tribunal de Justi&ccedil;a (STJ) <strong><a href=\"http:\/\/www.stj.jus.br\/sites\/STJ\/default\/pt_BR\/Comunica%C3%A7%C3%A3o\/noticias\/Not%C3%ADcias\/TR-n%C3%A3o-deve-ser-aplicada-na-corre%C3%A7%C3%A3o-de-benef%C3%ADcio-complementar,-decide-Segunda-Se%C3%A7%C3%A3o\">decidiu<\/a><\/strong> que o &iacute;ndice de corre&ccedil;&atilde;o monet&aacute;ria a ser aplicado a benef&iacute;cio complementar pago por entidade aberta de previd&ecirc;ncia privada deve ser estipulado pelos &oacute;rg&atilde;os do Sistema Nacional de Seguros Privados.<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">Para o colegiado, os &iacute;ndices de corre&ccedil;&atilde;o devem ser adotados na seguinte ordem: ORTN, OTN, IPC, BTN, TR e &iacute;ndice geral de pre&ccedil;os de ampla publicidade, conforme a &eacute;poca em que vigoraram os planos, inclusive com a substitui&ccedil;&atilde;o da Taxa Referencial (TR) pelo IPCA a partir de 5\/9\/1996.<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">A decis&atilde;o foi tomada por unanimidade em embargos de diverg&ecirc;ncia apresentados por benefici&aacute;rio de plano de previd&ecirc;ncia privada. O autor da a&ccedil;&atilde;o pediu que prevalecesse a tese firmada pela Terceira Turma, de que deve ser afastada a aplica&ccedil;&atilde;o da TR na corre&ccedil;&atilde;o monet&aacute;ria do benef&iacute;cio previdenci&aacute;rio complementar a partir de setembro de 1996, e adotado o INPC ou o IPCA-E, conforme normativos do Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP) e da Superintend&ecirc;ncia de Seguros Privados (Susep).<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">O relator dos embargos, ministro Villas B&ocirc;as Cueva, destacou haver dois recursos especiais repetitivos pendentes de julgamento no STJ com quest&otilde;es similares (<strong><a href=\"http:\/\/www.stj.jus.br\/repetitivos\/temas_repetitivos\/pesquisa.jsp?novaConsulta=true&amp;tipo_pesquisa=T&amp;sg_classe=REsp&amp;num_processo_classe=1656161\">Tema 977<\/a><\/strong>). Por&eacute;m, disse ele, a mat&eacute;ria deveria ser apreciada primeiro pela se&ccedil;&atilde;o nos embargos de diverg&ecirc;ncia, &ldquo;pois &eacute; recomend&aacute;vel a uniformiza&ccedil;&atilde;o da jurisprud&ecirc;ncia antes de ser cristalizado qualquer entendimento no feito representativo de controv&eacute;rsia&rdquo;.<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\"><strong>Cancelamento voo<\/p>\n<p><\/strong><\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">Em decis&atilde;o un&acirc;nime, a Terceira Turma <strong><a href=\"http:\/\/www.stj.jus.br\/sites\/STJ\/default\/pt_BR\/Comunica%C3%A7%C3%A3o\/noticias\/Not%C3%ADcias\/Terceira-Turma-fixa-tese-sobre-abuso-do-cancelamento-do-bilhete-de-volta-por-n%C3%A3o-comparecimento-no-voo-de-ida\">fixou<\/a><\/strong> em novembro tese no sentido de que configura pr&aacute;tica abusiva da empresa a&eacute;rea, por viola&ccedil;&atilde;o direta do C&oacute;digo de Defesa do Consumidor, o cancelamento autom&aacute;tico e unilateral do bilhete de retorno em virtude do n&atilde;o comparecimento do passageiro para o trecho de ida.<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">O julgamento pacifica o entendimento sobre o tema nas duas turmas de direito privado do STJ. Em novembro de 2017, a Quarta Turma j&aacute; havia <strong><a href=\"http:\/\/www.stj.jus.br\/sites\/STJ\/default\/pt_BR\/Comunica%C3%A7%C3%A3o\/noticias\/Not%C3%ADcias\/Gol-ter%C3%A1-de-pagar-danos-morais-por-cancelar-volta-de-passageira-que-n%C3%A3o-embarcou-na-ida\">adotado<\/a><\/strong> conclus&atilde;o no mesmo sentido &ndash; &agrave; &eacute;poca, a empresa a&eacute;rea foi condenada a indenizar em R$ 25 mil uma passageira que teve o voo de volta cancelado ap&oacute;s n&atilde;o ter se apresentado para embarque no voo de ida.<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\"><strong>&ldquo;<\/strong>Com efeito, obrigar o consumidor a adquirir nova passagem a&eacute;rea para efetuar a viagem no mesmo trecho e hora marcados, a despeito de j&aacute; ter efetuado o pagamento, configura obriga&ccedil;&atilde;o abusiva, pois coloca o consumidor em desvantagem exagerada, sendo, ainda, incompat&iacute;vel com a boa-f&eacute; objetiva que deve reger as rela&ccedil;&otilde;es contratuais (CDC, artigo 51, IV)&rdquo;, afirmou o relator do recurso especial na Terceira Turma, ministro Marco Aur&eacute;lio Bellizze.<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">Segundo o ministro, a situa&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m configura a pr&aacute;tica de venda casada, pois condiciona o fornecimento do servi&ccedil;o de transporte a&eacute;reo de volta &agrave; utiliza&ccedil;&atilde;o do trecho de ida. Al&eacute;m da restitui&ccedil;&atilde;o dos valores pagos com as passagens de retorno adicionais, o colegiado condenou a empresa a&eacute;rea ao pagamento de indeniza&ccedil;&atilde;o por danos morais de R$ 5 mil para cada passageiro.<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\"><strong>Processo hist&oacute;rico<\/p>\n<p><\/strong><\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">O STJ <strong><a href=\"http:\/\/www.stj.jus.br\/sites\/STJ\/default\/pt_BR\/Comunica%C3%A7%C3%A3o\/noticias\/Not%C3%ADcias\/Pal%C3%A1cio-Guanabara-pertence-%C3%A0-Uni%C3%A3o,-decide-STJ-em-a%C3%A7%C3%A3o-que-durou-123-anos\">decidiu<\/a><\/strong>, em dezembro, que herdeiros da princesa Isabel n&atilde;o t&ecirc;m direito ao Pal&aacute;cio Guanabara. A Quarta Turma rejeitou recursos da ent&atilde;o fam&iacute;lia imperial brasileira de receber indeniza&ccedil;&atilde;o pela tomada do Pal&aacute;cio Guanabara ap&oacute;s a Proclama&ccedil;&atilde;o da Rep&uacute;blica, em 15 de novembro de 1889. A turma julgou dois recursos especiais interpostos naquele que &eacute; considerado o mais antigo caso judicial do Brasil &ndash; uma das a&ccedil;&otilde;es foi ajuizada h&aacute; 123 anos.<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">No pal&aacute;cio, funciona atualmente a sede do governo do Rio de Janeiro. Prevaleceu a tese de que a fam&iacute;lia imperial possu&iacute;a, at&eacute; a extin&ccedil;&atilde;o da monarquia no Brasil, o direito de habitar no pal&aacute;cio, mas a propriedade do im&oacute;vel sempre foi do Estado.<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">Segundo o relator, ministro Antonio Carlos Ferreira, ficou comprovado que o im&oacute;vel era bem p&uacute;blico destinado apenas &agrave; moradia. Para ele, o fim da monarquia fez com que as obriga&ccedil;&otilde;es do Estado perante a fam&iacute;lia imperial fossem revogadas. &ldquo;A extin&ccedil;&atilde;o da monarquia fez cessar a destina&ccedil;&atilde;o do im&oacute;vel de servir de moradia da fam&iacute;lia do trono. N&atilde;o h&aacute; mais que se falar em pr&iacute;ncipes e princesas&rdquo;, destacou.<\/p>\n<\/div>\n<p><br \/>\n<br \/><i>Com informa\u00e7\u00f5es da assessoria de imprensa do STJ.<\/i><br \/>\n<br \/><a href=\"http:\/\/feedproxy.google.com\/~r\/STJNoticias\/~3\/fMTT23FaUkQ\/Internet,-medicamentos-e-temas-in%C3%A9ditos-marcam-julgamentos-do-STJ-na-%C3%A1rea-do-direito-privado\">Fonte<\/a><br \/>\n<br \/><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em 2018, temas pol&ecirc;micos e in&eacute;ditos no tribunal foram julgados no campo do direito privado pelo Superior Tribunal de Justi&ccedil;a (STJ). 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