TRF4: Médico especialista em geriatria fala no Tribunal sobre longevidade com qualidade de vida (30/11/2018)

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“É extremamente importante viver com propósito, tendo objetivos, com determinação, demonstrando vontade e sentindo-se útil. Isso dá sentido para a nossa vida e é essencial para atingir uma longevidade com qualidade de vida”. O ensinamento é do médico Emílio Hideyuki Moriguchi e foi transmitido durante a sua palestra realizada na tarde de hoje (30/11), no auditório do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4).

O evento, que abordou o tema “Segredos para a longevidade com qualidade de vida”, foi uma das ações promovidas pela Secretaria de Saúde do tribunal durante o Novembro Azul, movimento que promove os cuidados com a saúde, especialmente a masculina.

O médico do TRF4 José Luiz da Costa Vieira fez a abertura da conferência, apresentando Moriguchi, referência em geriatria e um dos maiores especialistas em longevidade do Brasil e do mundo, atuando em trabalhos e pesquisas sobre envelhecimento saudável.

O palestrante é coordenador do Centro de Geriatria e Gerontologia do Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre, formado na UFRGS e com pós-doutorado pela Wake Forest University, nos EUA. Aperfeiçoou-se em Metodologia de Pesquisa e Doenças Crônicas pela World Health Organization, na Suíça, e cursou doutorado na Tokai University School of Medicine, no Japão.

Envelhecendo com saúde

Moriguchi iniciou sua fala declarando aos presentes que o mundo, de uma forma geral, está envelhecendo e que, de acordo com dados da Organização das Nações Unidas (ONU), já há mais idosos do que jovens na população mundial atual.

“Muito se fala em globalização, mas se tem algo que é verdadeiramente globalizado é o envelhecimento dos povos ao redor do mundo, isso já é um fato”, destacou o médico.

Ele ainda ressaltou que este fenômeno ocorre no Brasil que, hoje em dia, tem uma expectativa de vida em torno dos 75 anos de idade. “O nosso país também está envelhecendo, como sociedade temos que nos preparar para termos um grupo populacional com muitas pessoas acima dos 70 anos, que vão precisar viver com qualidade e saúde”, frisou Moriguchi.

O palestrante lamentou que muitos brasileiros têm envelhecido com a saúde comprometida. De acordo com ele, pesquisas apontam que os problemas mais comuns nos idosos do país são dor lombar, AVC, artrose, insuficiência cardíaca, demência e doenças vasculares. “Queremos que essas pessoas possam envelhecer bem, portanto, é preciso educar o povo para aprender a ter motivação e qualidade para as suas vidas, isso é uma necessidade urgente”, reforçou.

Moriguchi elencou quais são os fatores mais determinantes para a saúde do ser humano, como o estilo de vida, o ambiente em que se vive, as companhias com quem se divide o dia a dia, a genética e a tecnologia medicinal que o indivíduo tem ao seu dispor. Ele disse que os mais importantes e que devem ser priorizados para se ter longevidade são o estilo de vida, o ambiente e as companhias compartilhadas.

O médico analisou que os hábitos e a cultura identificados em determinados locais determinam a longevidade das suas populações, citando os exemplos de Okinawa, no Japão, Sardenha, na Itália, e Veranópolis, no Brasil.

“O que as pesquisas realizadas nessas localidades observaram foi que nutrição leve, saudável e sem excessos, atividade física, como a caminhada, repouso e lazer, integração com família e amigos, convívio social e cuidado espiritual são as áreas essenciais a serem trabalhadas e aprimoradas para quem deseja ter uma vida longeva com qualidade e saúde”, ele declarou. Segundo Moriguchi, a atenção com tais hábitos constitui uma verdadeira educação para o envelhecimento.

Diante de uma platéia de magistrados, servidores e estagiários do TRF4, o palestrante encerrou sua exposição deixando um conselho. “A minha atividade como médico me fez ver que precisamos de uma mudança de mentalidade, nos questionarmos se estamos vivendo de uma maneira correta e saudável. É necessário nos planejarmos e prepararmos para encarar com saúde essa nova realidade da idade idosa, do futuro, da aposentadoria, para garantirmos longevidade com qualidade de vida”, finalizou.

Com informações da assessoria de imprensa do TRF4.

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